
A Origem de Cristovão Colombo sempre despertou em mim curiosidade quanto á sua nacionalidade. Após a leitura do livro Codex 632 de (José Rodrigues dos Santos) passe a publicidade, essa vontade enorme de saber mais sobre o tema voltou a reacender.
Se Cristóvão Colombo era italiano, porque razão atribuiu mais de 40 nomes do Alentejo aos lugares que descobriu nas Caraíbas, onde não encontramos um único topónimo que seja italiano?
Durante estes 5 séculos foi geralmente atribuída a descoberta da América ao genovês Cristoforo Colombo.
CRISTÓBAL COLÓN
Ele entrou nessa epopeia sob contrato com os Reis Católicos e os excepcionais resultados tornaram-no herói nacional de Espanha com o nome de Cristóbal Colón.
OU COLOM ?
CRISTÓVÃO COLOM
Antes de mudar para Castela, o navegador viveu em Portugal onde aprendeu tudo sobre cartografia e navegação oceânica. O nível cultural que patenteou era extremamente elevado. O seu nome seria então, Cristóvão Colom ?
TANTOS COLOMBOS ...
Apesar de ser conhecido como genovês, é muito estranho que várias outras cidades em Itália continuem a reclamar ser o lugar de nascimento de Colombo: Savona, Nervi, Cugureo, Piacenza, etc. Até Milão, nos primeiros tempos. Em cada uma delas nos poderão levar a ver “a casa onde Colombo nasceu”. E todas apresentam documentos comprovativos!
... MAS NENHUM VERDADEIRO !
Para vários historiadores /investigadores, nenhum desses documentos é de confiança. Ou, para ser mais rigoroso, é possível que um (ou vários) Cristoforo Colombo tenha nascido em Itália, é provável que tenha sido em Génova, mas certamente não foi o mesmo homem que descobriu a América.
HERÓI DE ESPANHA
Provado que a teoria genovesa era falsa, proliferam teses reclamando que o descobridor nasceu em locais tão diversos como Calvi (Córsega), Khios (Grécia), ou Ibiza, Galiza, Biscaia e Catalunha (Espanha). Várias localidades espanholas homenageiam Colón, não sendo surpresa os seus esforços para transformar o herói estrangeiro em cidadão espanhol.
Provado que a teoria genovesa era falsa, proliferam teses reclamando que o descobridor nasceu em locais tão diversos como Calvi (Córsega), Khios (Grécia), ou Ibiza, Galiza, Biscaia e Catalunha (Espanha). Várias localidades espanholas homenageiam Colón, não sendo surpresa os seus esforços para transformar o herói estrangeiro em cidadão espanhol.
ENIGMA COLOMBO
12 de Outubro é o Dia da Hispanidade, destinado a celebrar não só em Espanha, mas um pouco por todo o mundo hispano-americano, precisamente o herói dos descobrimentos castelhanos: Cristobal Colón, esse mesmo, o Cristoforo Colombo da história mundial, considerado genovês de origem.
Enquanto as entidades oficiais portuguesas continuam a desprezar a fortíssima probabilidade de Colombo ser português, Espanha tudo tenta para fazer seu o descobridor da América.
QUE GRANDE NADADOR !
Diz-se que Colombo chegou a Portugal em 1476, nadando 10 Km desde o seu navio atacado por piratas, no Cabo S. Vicente. Só um milagre permitiria a sobrevivência durante tanto tempo nas águas agitadas e frias daquela costa. Mas não há provas de que Colombo navegasse com mercadores genoveses e o seu nome também não consta na lista da tripulação.
MISTERIOSA AMNÉSIA
Maior que um milagre é o facto de Colombo, em Lisboa, se corresponder com o cosmógrafo italiano Toscanelli, já em 1474 (ou seja, 2 anos antes de chegar). Mas as cartas eram em Latim. E nunca escreveu nem falou em italiano.
Se fosse italiano como escreveria para os seus compatriotas? A amnésia à língua materna terá resultado da prolongada imersão nas águas geladas?
MARINHEIRO
Em 1477, Colom(bo) navegava na frota portuguesa. Foi à Irlanda e à Islândia, depois à Madeira em 78, e à costa de África entre 82 e 85.
Por Decreto Real, só os cidadãos portugueses eram autorizados como tripulantes.
Quem poderia ser este “italiano” para navegar na frota portuguesa???
CASAMENTO NOBRE
Em 1479, Colom(bo) casou com Felipa Perestrelo, filha de uma nobre família portuguesa. O pai de Filipa era Bartolomeu Perestrelo, que acompanhou João Gonçalves Zarco à ilha da Madeira.
Poderia Cristoforo Colombo, filho de pobres tecelões, casar-se com uma jovem da nobreza, filha de um navegador, a mais prestigiada classe nessa época? Inacreditável!
IDA PARA ESPANHA
Após a morte de Felipa, em 1485, Colom mudou-se para Espanha com o filho Diogo, iniciando contactos através de amigos no Mosteiro de La Rabida.
Antes da partida de Colom, o Rei D. João II reuniu uma Junta de Sábios para avaliar os planos do navegador de chegar à Índia velejando para Ocidente.
Portugal dominava os mares e progredia na costa de África, a caminho da Índia.
ESTRANHA PERSISTÊNCIA
A História diz-nos que D. João II recusou apoiar Colom(bo), e que este decidiu então oferecer os seus serviços aos Reis de Espanha. Passou 7 anos a tentar convencê-los a financiar a viagem.
É surpreendente a sua persistência, durante 7 longos anos, quando tinha logo desistido perante a “recusa” inicial do Rei português.
MISSÃO SECRETA
Os objectivos secretos de D. João II eram desviar as atenções e os navios castelhanos da costa de África/caminho para a Índia e que Colom, ao serviço de Espanha, descobrisse terras na zona atribuída a Portugal pelo Tratado de Toledo (a sul do paralelo das Canárias), ganhando legitimidade para o substituir por outro mais favorável.
NOVO TRATADO
No regresso da sua viagem, Colom não se dirigiu directamente a Espanha; desviou-se para Lisboa e foi falar com D. João II.
Em 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas, definindo-se o meridiano 370 léguas a ocidente de Cabo Verde. As terras para lá dessa linha pertenceriam à coroa espanhola. Para leste, à coroa portuguesa.
Portugal assegurou o controlo do Atlântico Sul e do Brasil (que já estaria descoberto).
ORDEM DOS TEMPLÁRIOS
Run Futthark (no livro “A misteriosa Ordem Templária”) diz que Colombo usava a cruz dos Templários nas suas velas, concluindo que seria membro da Ordem de Calatrava, sucessora dos Templários em Espanha, após a sua extinção forçada.
Em Portugal, foi a Ordem de Cristo que sucedeu aos Templários. Não estaria Colom a “mascarar” a sua verdadeira filiação secreta?
O CÓDIGO “DA VINCI”
Destaca-se neste romance, o recurso a mensagens codificadas e várias referências à ”Cabala”, Ciência hermética, que abarca métodos utilizados pelos Templários (e antes pelos Hebreus) para elaboração das mensagens – chave do código.
Um aspecto relevante para a identificação de Colom(bo) é a análise da sua sigla, pois ele seria membro da Ordem de Cristo, sucessora da Ordem dos Templários.
A MISTERIOSA SIGLA
Nenhum investigador ou historiador estrangeiro conseguiu interpretar a sigla com que o Almirante assinava. Por isso nunca a referem. O prof. Mascarenhas Barreto decifrou-a assim após mais de 15 anos de trabalho:
“Fernandus, ensifer copiae Pacis Juliae, illaqueatus cum Isabella Sciarra Camarae, mea soboles Cubae sunt”
“Fernando, que detém a espada do poder em Pax Julia, ligado com Isabel Sciarra da Câmara, são a minha geração de Cuba”
O BRASÃO DO ALMIRANTE
Pela descoberta do Novo Mundo, os Reis Católicos atribuíram a Colom o título de Almirante e o direito a Brasão de Armas.
A especificação indica para o 4º quadrante, “as Armas usuais da sua família”
Como poderia ser um tecelão de Génova?
No brasão figuram 5 âncoras dispostas como as Quinas portuguesas. O significado hebraico dessas âncoras equivale ao das moedas no escudo nacional (boa sorte)
TANTAS COINCIDÊNCIAS
A inserção de um elemento estranho à especificação, transformou os quadrantes inferiores em “escudetes”, semelhantes ao escudo português. Esse elemento é uma “Câmara”, também símbolo esotérico associado às Ordens Militares (Templária e de Cristo). A Câmara é atravessada por uma lista diagonal, um símbolo de bastardia.
Todas as características convergem para Salvador Fernandes Zarco !!!
SALVADOR FERNANDES ZARCO
Salvador Fernandes Zarco (SFZ), verdadeiro nome de Cristóvão Colom, era filho do Infante D. Fernando, Duque de Beja, nascido duma ligação com Isabel Sciarra da Câmara (Zarco).
D. Fernando era irmão do Rei D. Afonso V, ambos filhos do Rei D. Duarte e da Rainha Dª. Leonor de Aragão (avós paternos de SFZ). O Rei D. Duarte, o varão mais velho da chamada Ínclita geração, que incluía os seus irmãos (tios-avôs de SFZ), Infantes D. Henrique, D. Fernando, D. João e D. Pedro, todos filhos o Rei D. João I e da Rainha Dª Filipa de Lencastre (bisavós de SFZ). D. João I era, por sua vez, filho do Rei D. Pedro I. (trisavô de SFZ).
Do casamento do Duque de Beja, D. Fernando, com D. Beatriz, nasceram o Rei D. Manuel I, Dª Leonor (rainha pelo casamento com o Rei D. João II) e os seus sucessores nos ducados de Beja e Viseu, D. João e D. Diogo, sendo todos eles meio-irmãos de SFZ.
Isabel Sciarra da Câmara era filha do descobridor João Gonçalves Zarco e de Constança Roiz de Sá (avós maternos de SFZ). O sobrenome Câmara fora atribuído a título nobiliárquico à família Zarco.
PERITAGEM À CALIGRAFIA
Segundo o Canal Discovery, a peritagem efectuada pelo Padre Roura, comparando a caligrafia das cartas do navegador com documentos catalães do séc.XV, permite concluir que Colom seria catalão.
Há apenas um senão: a carta (de 29 Abril 1498) mostrada pelo Discovery não foi escrita pelo punho do Almirante e tem a sigla errada. A caligrafia será do escrivão.
Então o escrivão é que seria catalão…
ESTRANHAS PALAVRAS
Segundo o Discovery, o especialista em eng. linguística, Prof. Yzaguirre, encontrou hesitações e muitas palavras estranhas nas cartas de Colom em castelhano. Isso podia significar que era catalão. Mas não apresentou qualquer palavra catalã.
O Prof. Mascarenhas Barreto encontrou mais de cem palavras portuguesas puras e muitas outras “espanholizadas”.
Que catalão tão bizarro, este Colom !
CATALÃO?! PORQUÊ??
O argumento do investigador Francesc Albardaner, é que Colom seria membro de uma família nobre catalã, opositora do Rei Fernando de Aragão, e combatia num navio pirata (o tal que atacou genoveses).
Salvador Fernandes Zarco era neto do Rei D. Duarte. E quem era a avó? Dª Leonor de Aragão. Portanto, Colom também descendia da nobreza aragonesa, mas isso não serve para concluir que fosse catalão!
MARTELADA NA HISTÓRIA
Já há conclusões científicas dos exames aos ossos de Diogo, irmão de Colombo. O prof. Botella, antropologista forense, concluiu que Diogo tinha 56 anos quando morreu.
Nos documentos italianos teria menos de 48 anos. Com um senão: chamava-se Jacobus.
Génova tinha um Cristoforo Colombo, com um irmão Bartolomeu, mas faltava Diogo.
Transformaram o Jacobus em Diogo. A “martelada” está a descoberto…
A.D.N. INSUFICIENTE
Também o Dr. Llorente (Univ. Granada) disse não ser possível confirmar que Diogo e Colombo eram irmãos, porque o ADN extraído dos ossos de Colombo apresentava uma sequência demasiado curta.
Talvez fosse curta. Mas mesmo suficiente, não se concluiria que eram irmãos.
O ADN mitocondrial examinado, mostra as características da mãe. Diogo e Salvador (Colom) não eram filhos da mesma mãe.
CUBA E OUTROS NOMES
À 1ª ilha, Colom(bo) chamou S. Salvador. (o seu nome). Às ilhas seguintes chamou: Fernandina (derivada de Fernando, seu pai); Isabella (sua mãe); CUBA (sua terra), Conceição (igreja de Beja onde foi baptizado, construída por seu pai), Hispaniola (Hispania era o nome de toda a península e não de Espanha).
Mais de 40 nomes portugueses, muitos dos Alentejo. Nem um único nome italiano.
CONFIRMAÇÃO CIENTÍFICA
Após exames já efectuados às ossadas do filho Fernando, do irmão Diogo e do próprio navegador, que ficou na História como Cristoforo Colombo, falta ainda um pequeno/grande passo para confirmar cientificamente que o verdadeiro descobridor das Américas usava o pseudónimo de Cristóvão Colom, era Salvador Fernandes Zarco, português, da Cuba.
Autoria de Dr. Luciano da Silva (médico,historiador e epigrafista)
2 comentários:
óptimo. já tenho mais um sítio de confiança para ler reflexões.
Parabéns, Ricardo
Alf
Boa Ricardo.
Já tenho mais um sítio para ler coisas boas.
Parabéns
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